sábado, 30 de junho de 2012

Alemanha 1 x 2 Itália - UEFA Euro 2012


Joachim Löw promoveu novas mudanças em relação ao time que eliminou a Grécia com autoridade. Marco Reus e André Schürrle voltaram para o banco, Podolski e Toni Kroos começaram a peleja. Contra os gregos as mudanças surtiram um bom efeito e por algum momento parecia que o treinador alemão ia manter o time que destroçou os helênicos. Aos 20 minutos de jogo, Cassano recebeu uma bola pela esquerda, Hummels tentou desarmá-lo de forma afobada, levou um drible e no cruzamento Badstuber quis proteger a bola e Mario Balotelli chegou como um tanque e cabeceou para o fundo das redes de Manuel Neuer. Os alemães, por serem favoritos não se encontravam em campo, atordoados erravam tudo o que tentavam. Até que aos 36, o limitado Montolivo acertou um raro lançamento longo que deixou Balotelli na cara do gol, o italiano de Palermo com raízes africanas não perdoou e encheu o pé, fazendo um belíssimo gol e comemorando com a marra que todos conhecem.

Não gostar do polêmico jogador pelas bobagens que faz dentro e fora de campo é uma coisa, não reconhecer o talento nítido que ele tem com a bola nos pés pode ser classificado como birra pura. A Alemanha ainda pressionou de todas as formar possíveis mais não conseguia uma chance daquelas claras. No apagar das luzes o árbitro francês Stéphane Lannoy viu pênalti em toque de mão de Federico Balzaretti dentro da área. O lance é bastante discutível, a bola resvala no braço do lateral, o que não caracteriza intenção. Enfim, Mesut Philippe Özil não tinha nada com isso, pegou a bola e bateu com frieza. Nos acréscimos os germânicos ainda tentaram de tudo, Neuer a essa altura nem era mais goleiro. O arqueiro do Bayern tentou tudo o que pôde, jogou de líbero, foi cabecear na área. Chegou a ser bonito ver a entrega deste jogador pela seleção de seu país. Mas no fim, a eterna zica que a Alemanha tem quando encontra a Itália em seu caminho continua. E assim a Itália chega com moral pra enfrentar uma Espanha que vem jogando um futebol burocrático que poderia ninar qualquer bebê agitado. Tradição, camisa e força a Itália tem de sobra, chegam forte e um título é bem possível.

No Footytube veja os gols.

Portugal 0 x 0 Espanha - UEFA Euro 2012


Foi um jogo bem abaixo das expectativas, de um lado o meio-campo talentoso espanhol, do outro um time extremamente organizado e com o talento de Cristiano Ronaldo. A Espanha no seu tradicional e enjoado toque de bola. Os Tugas não conseguiam levar perigo ao gol de Casillas, que assistia ao jogo tranquilo. E assim o jogo foi caminhando, Ronaldo teve três chances em cobranças de falta, mas não acertou o alvo pretendido. Hugo Almeida como de costume, inoperante no ataque, mais atrapalha do que ajuda. Nani se acha o novo Eusébio, cisca como um galinha e não sai do lugar. No segundo tempo da prorrogação ficou nítido o domínio espanhol. Até que em grande jogada de Jordi Alba (agora jogador do Barcelona) Iniesta finalizou mas o goleirão Rui Patrício estava atento para fazer a melhor defesa até então.

Com o morno empate, a partida acabou mesmo indo para os penais. E na primeira cobrança, Xabi Alonso, um dos melhores do time em jogadas de bola parada, bateu e Rui Patrício fez uma ótima defesa. Na sequência João Moutinho teve a chance de colocar os portugueses em vantagem. Mas o camisa oito da seleção das Quinas tremeu diante de Iker Casillas, bateu fraquinho e o grande goleiro espanhol defendeu sem dificuldades. O violento e descontrolado zagueiro alagoano naturalizado português Pepe, partiu com confiança e converteu sua cobrança. Iniesta, Nani e Piqué também não deram sopa para o azar e trataram de balançar as redes.

Assim como Pirlo teve uma categoria assombrosa em sua cavadinha contra os ingleses, o ótimo lateral-zagueiro Sérgio Ramos foi capaz de dar uma assombrosa e corajosa cavadinha para cima de um dos melhores goleiros do mundo. Eis que a pressão ficou toda para o lado português, quando Bruno Alves partiu para sua cobrança com um semblante que já demonstrava o que poderia acontecer. O chute forte acertou a trave de Casillas, então a missão de fazer o gol da classificação caiu no colo de Cesc Fàbregas. O camisa 10 não titubeou, bateu bem no cantinho direito de Rui Patrício, a bola pegou no pé da trave direita e entrou, garantindo assim a Fúria na final.

Se a Espanha não resolver sair dessa preguiça vista nos dois últimos jogos, pode muito bem perder para a Itália, a Squadra Azzurra foi crescendo durante a competição e pode sim se sagrar campeã. É bom Vicente Del Bosque abrir os olhos!

Veja os gols no Footytube!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Inglaterra 0 x 0 Itália - UEFA Euro 2012



A Inglaterra surpreendeu positivamente ao superar as dificuldades que surgiram com os inúmeros desfalques e boas opções que ficaram de fora por opção do treinador Roy Hodgson. Pelo lado italiano Cesare Prandelli precisou mudar algumas peças, Giorgio Chiellini e Thiago Motta machucados, deram lugar a Leonardo Bonucci e Riccardo Montolivo. As outras mudanças feitas pelo treinador italiano foram nas laterais, Ignacio Abate entrou no lugar de Christian Maggio pela direita, Federico Balzaretti entrou na vaga de Giaccherini pela esquerda. Com essas mudanças, Prandelli deixou a formação com três zagueiros de lado, dessa forma Daniele de Rossi passou a atuar no meio-campo, sua posição de origem.. Logo que começou o jogo a Itália demonstrou ser melhor na troca de passes, mantendo a bola sob seu domínio com mais facilidade que o time inglês. Com os ingleses bem fechados os italianos giraram a bola até que surgiu um espaço, numa dessas brechas De Rossi acertou belíssimo chute de fora da área e a bola explodiu na trave direita de Joe Hart.

O English Team bem que tentou adiantar um pouco a marcação, mas essa não é uma característica comum em times treinados por Hodgson. A Itália jogou mais, fugindo daquele clichê de que a Azzura só joga na retranca. Essa inclusive foi uma das boas mudanças que Prandelli conseguiu implementar na seleção italiana.
Mario Balotelli retornou ao time titular, havia perdido a posição para Di Natale no último jogo da fase de grupos. Em algumas jogadas do camisa nove a Itália levou perigo, mas Terry e Hart estavam bem atentos aos movimentos do polêmico jogador. A única jogada de grande perigo dos ingleses saiu de uma boa trama entre Milner e Johnson pelo lado direito. Mas Gianluigi Buffon fez uma grande defesa no reflexo, por mais que a finalização do lateral inglês tenha sido fraca. O jogo seguiu empatado até o final e na prorrogação os times arriscaram muito pouco. Assim a decisão foi mesmo para os penais, lá Andrea Pirlo foi o responsável por jogar a pressão para o lado inglês. Entenda o porquê clicando aqui.

Com a classificação para as semifinais, os italianos vão pegar os alemães. Como o histórico contra a Nationalelf é favorável, a Itália chega confiante. Veremos o que acontece!
Saiba mais nos links: Futebol de SeleçõesUEFA e O Gol!

Libertadores – Verdades e Mentiras





Tem gente falando que a organizada do Corinthians torceu contra o São Caetano na final da Libertadores em 2002. Outros dizem que o Timão agora pode rivalizar com o time do ABC. Incrível como querem desprezar o Time do Povo, como se ser o maior campeão do estado de São Paulo, um dos maiores campeões nacionais desse país fosse "nada" ou "pouco". Sem contar o Mundial de 2000, sim, o primeiro teste, o começo do verdadeiro Mundial Interclubes, não um joguinho único entre uma equipe da América do Sul contra outra da Europa que insistem em chamar de "Mundial". Não que a Copa Intercontinental não fosse importante, ela é demais, mas definitivamente não é Mundial. 

Existem bons argumentos que geram boas discussões, como quando dizem que Ásia, África, Oceania, América do Norte, Central e Caribe não eram ou não são nada no futebol. Existem pessoas que defendem que os times da Oceania deveriam ser proibidos de participar de competições internacionais. Como se nacionalidade fosse sinônimo de talento, este que brota em qualquer lugar. Mas quando o TP Mazembe, da República Democrática do Congo eliminou o Internacional de Porto Alegre, muitas opiniões foram de que um clube brasileiro não pode perder para um africano daquela forma. Por que não? Os ufanistas de plantão tiveram a audácia de falar que Neymar é melhor que Messi, um jogador já consagrado, três vezes eleito o melhor do mundo, maior artilheiro em uma única temporada na Europa, maior artilheiro de uma única edição do campeonato Espanhol com incríveis 50 gols!

Não, mas os nacionalistas oba-obísticos tinham que fazer a massa acreditar que Ganso e Neymar são o futuro da seleção. Precisavam criar um ídolo urgentemente, o Brasil, "país do futebol" estava carente de um craque. Eis que depois de tomar sufoco de um time asiático, no caso o Kashiwa Reysol, do Japão, o Santos foi humilhado, destroçado por aquele que era o então melhor time do mundo, o Barcelona, da Espanha. O passeio do clube espanhol só foi um choque de realidade para aqueles que vão surfando na onda da mídia. Uma dica é tentar, tentar não, ter uma visão independente do que a mídia controladora informa. Fazer sua própria opinião, pensar, como poucos gostam ou fazem.

Em 2012 Neymar tem dado indícios de não ser esse craque todo que a Rede Bobo quer fazer dele. Ganso? Este há dois anos não joga um futebol de alto nível, que comprove toda a badalação que há em torno dele. Os mais jovens podem não saber, mas historicamente os clubes brasileiros valorizavam os Campeonatos Estaduais mais até que os nacionais ou internacionais. Priorizavam o Cariocão, o Paulistão. Tanto é que o Campeonato Brasileiro, com essa nomenclatura, só começou em 1971. A Taça Brasil, que tinha um formato parecido com o da atual Copa do Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Robertão) eram as competições nacionais antes do começo do Brasileirão.

Libertadores? Para os brasileiros não significava nada. Para que você tenha uma ideia melhor, na lista dos times que mais participaram da principal competição de clubes da América do Sul, entre os 15 com mais participações, não aparece um único clube brasileiro. Sendo que entre os 12 primeiros estão “potências” como Bolívar; Universitário, Sporting Cristal e Alianza Lima; El Nacional, Barcelona de Guayaquil e Emelec. Clubes fortes em seus países, fato inegável, mas fracos internacionalmente. Mas se o Brasil gosta da bater no peito e arrotar prepotência e empáfia, por que não lidera o índice de maiores participações na Libertadores? O clube brasileiro com mais participações é o São Paulo, por 15 vezes disputou e levou o título em três ocasiões.

Próximos ao Tricolor estão Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio, com 14 e 13 participações. Sendo que o clube mineiro foi campeão em 1976 e 1997, o gaúcho campeão em 1984 e 1995 e o paulista em 1999. Na lista dos 20 maiores pontuadores das 53 edições já realizadas da competição, pela ordem, uruguaios, argentinos, paraguaios, colombianos e chilenos dominam, até mesmo o Bolívar, gigante dentro da Bolívia, mas patinho feio fora dela, está na frente dos brasileiros. O primeiro time brasileiro que aparece é o São Paulo, na 11º posição. Então meu caro, tire suas próprias conclusões. Os maiores campeões da história dessa competição são argentinos, uruguaios e paraguaios, só depois aparecem os brasileiros. Outro dado interessante, é que os argentinos são os que mais disputaram finais da competição, foram 30 com 22 títulos e oito vices. Na segunda posição aparece o Brasil, também com 30 finais, 15 títulos e 15 vices.

O aproveitamento argentino nas decisões é bem melhor, 73,3% contra 50% do Brasil. Só o Boca Juniors derrotou Palmeiras, Grêmio e Santos em finais recentes. Para não falar do Estudiantes de Juan Sebastián Verón, que derrotou o Cruzeiro na final de 2009. Não é raro ler ou ouvir da imprensa tupiniquim que argentinos tremem contra brasileiros em finais, quando é justamente o contrário.  Por que será que o maior artilheiro da história da Libertadores é um equatoriano (Alberto Spencer, 54 gols), não um brasileiro? O primeiro brasukinha que aparece é Luizão (29 gols), que vestiu camisas importantes no futebol brasileiro, defendeu Guarani, Palmeiras, Vasco, Corinthians, São Paulo.

Em 2012, mais uma vez brasileiros e argentinos se enfrentam em uma decisão de Libertadores. De um lado o Boca Juniors, campeão seis vezes, experiente, tradicional e que fará sua décima final. Do outro o Corinthians, clube de 102 anos, que está apenas em sua décima participação na competição e que pela primeira vez chega a final. Os adversários gostam de falar que o clube paulista espera pelo título há mais de 100 anos, mas se esquecem que a Libertadores só existe há 53 anos. E que os clubes brasileiros só passaram a dar mais importância e atenção á competição a partir dos anos 90. Não que em 1976 os cruzeirenses não tenham comemorado, ou os santistas em 62/63, ou até mesmo flamenguistas ou gremistas, campeões nos anos 80.

Fato é que comemoraram mais pelo fato de ser um título do que pelo status de ser campeão internacional. Entretanto, após tudo o que foi dito, quem tremerá na final de 2012? Qual será o campeão? Boca? Corinthians? Camisa pesa? O clube argentino pode até ser campeão pela sétima vez, igualando o maior campeão que é o também argentino Independiente. Mas o clube brasileiro tem a melhor defesa da história das 53 edições dessa competição, sofreu apenas três gols. O ataque é deficitário, ninguém esconde. No entanto, o time demonstrou não sentir a pressão da competição, se é para acabar com a zica, que seja em grande estilo.  A chance é boa de ser campeão invicto e contra o Boca, o que deixa os torcedores adversários arrancando os cabelos.

domingo, 24 de junho de 2012

Espanha 2 x 0 França - UEFA Euro 2012


Em ritmo de treino a Espanha despachou o conturbado time da França, foi um jogo de dar sono, disparado o pior dessa Euro até aqui. Desde o começo a partida se desenhou bem modorrenta, com a Espanha trocando infindáveis passes com paciência até encontrar um espaço. E foi numa jogada individual de Jordi Alba que surgiu a brecha para o ex-meia e atual lateral-esquerdo do Valencia, cruzar para Xabi Alonso completar para as redes em uma bela cabeçada aos 18 minutos. Vicente Del Bosque escalou a Espanha sem um centro-avante referência, optando novamente por Cesc Fàbregas, que se mostrou irritado com reserva nos dois último jogos quando foi preterido por Fernando Torres. Pelo lado francês, Laurent Blanc quis inventar e acabou escalando muito mal sua equipe. O ex-zagueiro adiantou Mathieu Debuchy para o meio-campo e escalou Anthony Réveillère no lado direito da defesa. Sem poder contar com Philippe Mèxes (supenso), Blanc foi obrigado a escalar Laurent Koscielny ao lado do ótimo Adil Rami. No meio Nasri e Menez foram barrados, dando lugar a Florent Malouda e Yann M'Vila, o que parecia um equívoco acabou se confirmando como tal. 

No melhor jogo dos franceses nessa Euro 2012, o meio-campo foi muito bem com Alou Diarra, Samir Nasri, Jérémy Menez, Yohan Cabaye e Franck Ribéry, com Karim Benzema isolado no comando do ataque. Por mais que M'Vila tenha mais qualidade técnica que Diarra, o descendente de malineses é melhor na marcação que o descendente de congoleses. Debuchy na lateral estava indo bem, no meio suas limitações atrapalham o conjunto. Malouda não joga bem há uns quatro anos, bem longe daquele jogador que se destacou com a camisa do Lyon antes de se transferir para o futebol inglês, onde defende o Chelsea. Todas essas mudanças feitas por Blanc são reflexos da nova crise que se instaurou no elenco. Principalmente após a derrota para os suecos no último jogo da fase de grupos. Assim mais um time com potencial acaba sucumbindo mais por problemas internos do que necessariamente pelo futebol. Sem Zinedine Zidane e Michel Platini as dificuldades francesas são gigantescas. Se falta talento, rusgas entre jogadores e treinador não ajudam em nada.

Vencendo por um 1 a 0, a Espanha continuou na dela, controlando os franceses como queria, sem sustos. O único chute que fez Casillas trabalhar saiu de uma cobrança de falta efetuada por Cabaye. Um outro lance que levou perigo foi uma cabeçada de Debuchy que passou perto do gol do arqueiro espanhol. A Fúria estava levando o jogo em banho-maria e os franceses não conseguiam levar perigo. Assim o jogo seguiu numa lentidão sonífera, até que aos 45 do segundo tempo Pedro driblou Rami e foi derrubado por Réveillère dentro da área. Pênalti convertido por Xabi Alonso, no dia em que completou 100 jogos com a camisa Roja. Será que no clássico ibérico contra Portugal os espanhóis vão jogar o futebol que o mundo inteiro espera? Veja os gols no link ou no vídeo abaixo!



sábado, 23 de junho de 2012

Alemanha 4 x 2 Grécia - UEFA Euro 2012


Ao olhar para o placar do jogo que aconteceu na Arena de Gdańsk, na Polônia, o leitor logo pensa: Foi uma passeio! E realmente foi, a Nationalelf finalmente jogou aquele futebol ofensivo que encantou na Copa de 2010. Joachim Löw fez algumas mudanças no time, sacando Mario Gómez e Lukas Podolski promovendo as entradas de Marco Reus e André Schürrle, jogadores mais jovens e mais incisivos. Thomas Müller também perdeu a vaga de titular, Miroslav Klose entrou jogando. As mudanças surtiram efeito, por mais que os alemães tenham aberto o placar somente aos 39 minutos do primeiro tempo. Do outro lado, o português Fernando Santos lamentava os desfalques, Karagounis (suspenso) e Avraam Papadopoulos (machucado) são as principais referências do time, o camisa dez no ataque e o oito na defesa. Por outro lado, não dá para entender os motivos que levaram o treinador a não escalar Ioannis Fetfatzidis, o baixinho canhoto muito habilidoso que com seus dribles curtos poderia abrir a defesa dos adversários. 


Sem seu principal jogador, os gregos resolveram apostar em Grigoris Makos, assim Ninis teria mais liberdade para municiar os atacantes Salpingidis e Samaras. Sem poder contar também com Holebas, seu lateral-esquerdo titular, Santos escalou Giorgos Tzavelas. No gol, Sifakis recuperou a titularidade pois Chalkias se machucou e também não passou segurança, mas o goleiro do Aris também não passava a confiança necessária aos defensores. Cansado de não conseguir penetrar na defesa grega, Philipp Lahm arriscou um chute de fora da área, a curva que a bola fez impediu Sifakis de defender, ele ainda encostou nela, mas não deu. No começo do segundo tempo, surpreendentemente o gregos conseguiram o empate. Fazendo muitos se perguntarem se o milagre de 2004 se repetiria. Mas a Alemanha nem deu tempo para que os gregos se animassem, seis minutos depois do gol de Samaras, Sami Khedira acertou um belo chute de primeira e colocou a Nationalelf na frente novamente.


Não demorou muito, Klose aproveitando uma falha de Sifakis, aumentou para os alemães, praticamente deixando os gregos sem chances. Aos 29 do segundo tempo, Marco Reus em outro belo chute fechou a tampa do caixão do Navio Pirata. E no apagar das luzes, quando o 4 a 1 parecia ser o placar final do jogo, o árbitro esloveno Damir Skomina viu pênalti em um toque de mão de Jérôme Boateng dentro da área. O lance é bastante discutível, ora, se a regra diz que para ser falta precisa existir a intenção deliberada do atleta de colocar a mão na bola, no caso, Boateng pulou de costas, como poderia ter intenção? Dimitris Salpingidis não tinha nada com isso, pegou a bola e marcou mais um gol importante para sua carreira com a seleção. Ele que é o único jogador grego a marcar um gol em uma Copa do Mundo. A Alemanha demonstrou estar melhor preparada até mesmo do que a Espanha para conquistar um título importante que há tempos não consegue. Poderão assistir de camarote a definição de seu adversário nas semifinais, quem passar de Inglaterra e Itália terá que jogar muita bola para eliminar os germânicos. Vejas os gols abaixo:



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sexta-feira, 22 de junho de 2012

República Tcheca x Portugal - Euro 2012


República Tcheca e Portugal fizeram um jogo bem abaixo do que foi visto até agora na Euro 2012. Principalmente no primeiro tempo, o goleiro Rui Patrício não foi exigido em momento algum, o único lance perigoso foi dos portugueses, Cristiano Ronaldo recebeu lançamento longo, driblou o marcador e bateu na trave esquerda de Petr Čech. Logo no comecinho do segundo tempo Cristiano Ronaldo cobrou uma falta com muito efeito e novamente acertou a trave do goleirão do Chelsea. Os tchecos bem que tentaram algumas jogadas de contra-ataque, sem arriscar muito. Pois o domínio técnico do jogo era nitidamente português. Favorito, o time voltou mais agressivo, tentando impor sua melhor qualidade, o que de fato conseguiu. Hugo Almeida entrou na vaga de Hélder Postiga, que saiu lesionado, não dá para saber se isso é bom ou ruim, o grandalhão do Beşiktaş é ligeiramente melhor que o atacante do Sporting, com a ressalva de também não ser um primor técnico. 


Nani deu trabalho quando arriscou chute forte de fora da área, Čech estava atento e fez ótima defesa. O lateral-direito tcheco, Theodor Gebre Selassie afirmou antes do jogo que não tinha medo de Cristiano Ronaldo. Sabendo que o português costuma jogar pelo lado esquerdo do ataque, o jovem descendente de etíopes, mostrou no mínimo ter personalidade. A tônica do jogo foi essa, Portugal martelando e a República Tcheca se defendendo como dava. Quando finalmente, aos 33, abriu o marcador em uma forte cabeçada de Cristiano Ronaldo, exímio nesse tipo de lance. Fica claro a falha de Selassie no lance, o lateral ficou olhando a bola e quando percebeu a mesma já estava no fundo do gol de Čech. Essa é uma falha típica que acontece no futebol, lateral não tem que marcar atacante dentro da área, até porque geralmente são jogadores mais baixos, que se destacam mais pelo pulmão do que pela técnica. 


Para este que vos escreve, Portugal chegou no máximo que poderia, dando a lógica, deve pegar a Espanha, franca favorita ao título. Mas nós amantes de futebol sabemos como esse esporte é traiçoeiro. E você, o que pensa sobre a provável semifinal? Assista o gol do jogo abaixo:




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Libertadores - Boca Juniors x Corinthians




Diferente de outros tempos, o time atual do Boca Juniors não assusta ninguém. Principalmente aqueles que são atentos e assistem  mesmo ao futebol sul-americano. Contra a Universidad de Chile pesou a camisa. O Ballet Azul perdeu a classificação no La Bombonera, foi incompetente em casa. O empate por 0 a 0 no Chile passa a impressão que foi um jogo modorrento. La U acertou duas bolas na trave, Orión fez uma defesa difícil. O Boca teve suas chances, natural, já que o time chileno se abriu, pois precisava de dois gols. Pablo Mouche perdeu muitas chances, na segunda etapa deu seu lugar a Darío Cvitanich.

Orión é um goleiro normal, nada fora do comum. Facundo Roncaglia, titular pela direita, joga praticamente como zagueiro. Rolando Schiavi tem 39 anos e seu companheiro na zaga é Juan Insaurralde, que só agora, aos 27 anos, chegou num clube grande em seu país. É uma dupla de zaga inferior a do Corinthians. Pela esquerda o titular é Clemente Rodríguez, jogador baixinho, forte na marcação e bem limitado tecnicamente. Quando Rodríguez não joga, Caruzzo, Franco Sosa,  ou até mesmo Sánchez Miño são as opções mais utilizadas por Julio César Falcioni. Os dois zagueiros citados são versáteis, jogam no miolo ou como laterais bem defensivos, tanto na direita como na esquerda.

Na frente da defesa os que mais jogaram na campanha inteira foram Diego Rivero e Cristian Erbes. Pablo Ledesma e Leandro Somoza jogaram mais das quartas-de-final em diante. Na armação das jogadas o canhoto Walter Erviti e Juan Román Riquelme, que dispensa maiores apresentações, são os habituais titulares. Para a reserva dos dois, o bom Cristian Chávez e Sánchez Miño são opções interessantes. No ataque Santiago Silva é titular. Ao lado do uruguaio que não deixou saudades no Corinthians, reside a maior dor de cabeça de Falcioni. Que alternou com Mouche, Cvitanich ou Blandi. Viatri estava machucado, Sergio Araújo e o paraguaio Gaona Lugo são reservas que entraram em muitos jogos nessa Libertadores. Mouche tem bola para ser titular, mas não se firma por ser irregular.

A favor do Boca fica a tradição na competição. A favor do Corinthians, o melhor conjunto. Outro trunfo dos argentinos é ter um craque, um jogador bem acima da média que o time brasileiro não tem. É bom lembrar que o Boca Juniors foi campeão do Apertura 2011 invicto, com a melhor defesa (apenas 6 gols sofridos). Ao ver os números parece que se trata de uma máquina, um timaço. Mas o que a maioria dos brasileiros não sabe é que o time foi bastante criticado apesar do título. Pela forma muito aguerrida e  defensiva de atuar. Vitórias com placares magros não foram incomuns. O Corinthians foi campeão brasileiro principalmente por aqueles 10 jogos que ficou sem perder, com nove vitórias e um empate. Também teve a melhor defesa da competição, como o gigante argentino. Outro fato que devemos observar é que o campeonato argentino é bem inferior ao brasileiro na atualidade. Um título do Corinthians, invicto e contra o Boca Juniors é mesmo um sonho! Qual é seu palpite?

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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Panorama da Terceira Rodada - Grupo D


Inglaterra 1 x 0 Ucrânia


Oleh Blokhin surpreendeu ao deixar Shevchenko e Voronin no banco, Milevskyi e Devich entraram. Sheva não estava em plenas condições físicas para atuar durante os 90 minutos, já o atacante do Dynamo Moscou vinha devendo muito. Outras mudanças importantes que o treinador fez foram as entradas de Rakitskyi na vaga de Taras Mikhalik e Denys Harmash no lugar de Serhiy Nazarenko. Tudo para tentar encurralar os ingleses eu seu campo e tentar a vitória na base da pressão. Isso até funcionou no primeiro tempo, os ingleses pouco conseguiam no ataque. No começo do segundo tempo a Inglaterra conseguiu abir o placar, após cobrança de escanteio Tymoshchuk afastou de cabeça, no prosseguimento da jogada Steven Gerrard dominou, fez grande jogada pela direita e cruzou, Andriy Pyatov falho e a bola sobrou limpa para Wayne Rooney marcar. Sorte do Shrek que após os dois jogos suspenso acabou balançando as redes em sua volta, cá entre nós, como ficou horrível o implante capilar feito pelo atacante inglês, não?


A Ucrânia sentiu bastante o gol, o estigma de não vencer em Donetsk parece que vai perdurar por mais tempo. No desespero, bem que os ucranianos conseguiram fazer um gol, mas o árbitro húngaro Viktor Kassai e seus auxiliares não conseguiram enxergar a bola chutada por Marko Devich dentro do gol (clique aqui e veja o lance). O empate poderia mudar completamente o jogo, mais uma vez a Inglaterra se envolve num lance polêmico. Foi assim em 1966 quando foi beneficiada, em 2010 na Copa quando foi prejudicada e agora foi beneficiada em 2012. O saldo é positivo para os ingleses, que mesmo com inúmeros desfalques vêm se superando dentro do possível nessa Eurocopa. Blokhin tentou tudo o que pôde, colocou Shevchenko no lugar de Devich, sete minutos depois foi para o tudo ou nada ao tirar Milevskyi e Harmash, em seus lugares entraram Bohdan Butko e Serhiy Nazarenko. Apesar de Butko ser lateral-direito, sua entrada possibilitou que Gusyev pudesse jogar no meio, sua posição de origem.


E Nazarenko além de ajudar na defesa quando o time estava sendo atacado, tinha que levar a bola com qualidade quando estava atacando. Mas sua função foi mesmo mais defensiva, pois Konoplyanka e Yarmolenko foram adiantados também. O que não dá para entender o motivo que impediu Blokhin de escalar Yevhen Seleznyov, artilheiro das última duas edições da Premier Liha ucraniana. O jogador é melhor que Voronin e Milevskyi, só para ficar em dois exemplos. Enfim, quem convive com os jogadores é o treinador, ele mais do que ninguém entende os motivos. Os ingleses após o gol mantiveram a postura firme, sem medo do adversário que atuava em casa, até porque é mais time. E Hodgson mandou bem ao colocar os rápidos Theo Walcott e Alex-Oxlade Chamberlain, já que sabia que os ucranianos iriam pressionar bastante. Com os dois jogadores do Arsenal abertos, o treinador ainda colocou Andy Carroll, grandalhão bom de cabeça. Classificados, os ingleses pegam a Itália nas quartas-de-final, jogo duro!


Veja o gol:

Mais em um clique.


Suécia 2 x 0 França


Aos suecos eliminados prematuramente, só restava fazer uma despedida digna e apagar qualquer impressão ruim que alguém pudesse enxergar. Pelo lado francês, Laurent Blanc testou Hatem Ben Arfa e Yann M'Vila como titulares. Diferente do que fez contra a Ucrânia, aonde Jérémy Menez havia atuado como titular. M'Vila entrou na vaga de Cabaye, que hoje tem status de titular absoluto. O jogo no primeiro tempo não foi dos melhores, sem muita emoção de ambos os lados. Até que aos nove minutos do segundo tempo Zlatan Ibrahimović aproveitou ótimo cruzamento de Sebastian Larsson e fez um dos gols mais bonitos da Eurocopa 2012. 


Os franceses bem que tentaram reagir, Ben Arfa arriscou alguns chutes, o goleirão Isaksson esteve muito bem quando exigido. Quando a derrota francesa já era certa, eis que Larsson ainda fez o segundo gol nos acréscimos, após cruzamento de Christian Wilhelmsson, Samuel Holmén chutou no travessão e o camisa sete pegou o rebote e fuzilou Lloris sem dó. Derrota que deixa a moral da equipe francesa em baixa. Contra a Espanha os franceses terão que jogar muito, como fizeram contra a Ucrânia, em alguns momentos até lembraram o time espanhol pelo bom toque de bola. Veremos o que acontece!


Assista aos gols:


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terça-feira, 19 de junho de 2012

Panorama da Terceira Rodada - Grupo C


Itália 2 x 0 Irlanda


Precisando da vitória para não depender do resultado do outro jogo, os italianos mostraram dificuldades para transpor a organizada defesa irlandesa. Tanto que eram poucas jogadas de perigo numa partida muito amarrada. Com o empate parcial entre Croácia e Espanha os italianos estavam se despedindo da competição prematuramente. A melhor jogada da Squadra Azzurra surgiu de um passe em profundidade em que Di Natale, na sua principal característica (a velocidade) driblou Given e mesmo sem ângulo conseguiu finalizar, mas a zaga afastou para longe. Não demorou muito, Cassano arriscou um chute de fora da área e Given falhou, por sorte (ou azar) a bola saiu para escanteio. Pirlo se prontificou para efetuar a cobrança, com o conhecido talento que tem para bater na bola, o volante bateu no primeiro pau e o baixinho Cassano desviou.


A bola caiu dentro do gol, Damien Duff ainda tentou tirar mas a arbitragem não titubeou ao confirmar o gol italiano. A Irlanda praticamente inexistiu no ataque, o único lance de perigo foi uma cobrança de falta, bem defendida por Buffon. Com a expulsão de Keith Andrews o jogo ficou mais tranquilo para os italianos. No último minuto, novamente numa cobrança de escanteio, o polêmico Mario Balotelli fez um golaço de voleio, mesmo fortemente marcado pelo defensor irlandês. O italiano descendente de ganeses havia perdido a posição para Antonio Di Natale, ao fazer o gol Balotelli começou a desabafar em inglês, mas Leonardo Bonucci felizmente fechou a boca do atacante temperamental. Os italianos agora enfrentam os ingleses nas quartas-de-final. Veja os gols abaixo:


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Croácia 0 x 1 Espanha


Os croatas precisavam da vitória para não depender do outro jogo do grupo, já citado acima. Slaven Bilić bem que tentou criar um fator novo para surpreender, talvez jogar com um único atacante não fosse boa ideia para quem precisava vencer. Mas o que o ótimo treinador tentou foi dar mais liberdade ao lateral-esquerdo Ivan Strinić, por isso entrou desde o começo com o lateral-direito Domagoj Vida, que também sabe jogar no miolo de zaga. E para ajudar Strinić ofensivamente, Bilić escalou Danijel Pranjić desde o começo, o meia que sabe jogar como lateral-esquerdo se revezava com Strinić. Na marcação dupla os dois poderiam dificultar as investidas de David Silva pelo lado direito do ataque espanhol. Pelo outro lado, Bilić adiantou Dario Srna, já que este tem qualidades mais ofensivas, como o bom chute de média distância e o talento para bater faltas, Vida ficava mais na marcação, impedindo assim que Andrés Iniesta fizesse a festa do lado esquerdo do ataque espanhol. Talvez o treinador tenha pecado ao manter o volante destruidor Ognjen Vukojević e ter adiantado Luka Modrić. 


O camisa 10 já mostrou no Tottenham que se sai melhor na construção das jogadas. Por isso talvez fosse melhor recuar um pouco Modrić, sacar Vukojević, mantendo Nikica Jelavić ao lado de Mario Mandžukić no ataque, já que as laterais estavam muito bem protegidas. Seria arriscado? Pode ser que sim, mas uma linha de quatro na defesa, um meio-campo formado em losango com Modrić centralizado, Pranjić pela esquerda, Srna pela direita com Niko Kranjčar ou Ivan Perišić mais adiantados, próximos aos dois atacantes era uma boa opção. Mas quem fez a função de se aproximar de Mandžukić foi Rakitić, que já mostrou no Basel, no Schalke e atualmente no Sevilla que seu negócio é jogar aberto pela direita. Uma jogada que deixa evidente essa situação foi a cabeçada que o loirinho acertou e Casillas defendeu. Esse lance mostrou que Rakitić estava jogando numa função diferente da que está habituado, muito provavelmente, Mandžukić e Jelavić teriam feito o gol, já que o camisa 7 nascido na suíça não é um bom finalizador. 


Mas fica fácil entender a dúvida de Bilić se imaginarmos que os dois atacantes têm características muito parecidas, ambos são típicos atacantes de área. Nos dois primeiros jogos os dois foram titulares e se confundiam muito. Por isso optar pelo brasileiro Eduardo da Silva poderia ser viável, pois ele tem velocidade e mais recurso técnico que os dois matadores citados. A Espanha estava na dela, o time se mostrou bem apático e sem vontade. Mantendo seu característico toque de bola e fazendo o tempo passar, pois o empate já lhe servia. Isso poderia ter custado caro se Rakitić tivesse cabeceado para o chão, como manda a cartilha dos grandes matadores, impossibilitando a grande defesa do goleiro espanhol. No fim, a lógica se estabeleceu. Itália e Espanha são times melhores e mereceram passar. 


Veja os melhores momentos e os gols do confronto: 


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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Vale a pena?


Até que ponto vale a pena abrir mão do Campeonato Brasileiro na busca por um título da Libertadores? Não é de hoje, temos inúmeros exemplos, um mais recente é o Fluminense, que em 2008 foi finalista da competição sul-americana e deixou o Brasileirão de lado, atuando com os reservas. Com as derrotas usando os suplentes o time passou a maior parte do campeonato na zona de rebaixamento. No fim acabou na 14º posição, com 45 pontos, um a mais do que o primeiro rebaixado naquele ano, o Figueirense. Como o time abriu mão do campeonato nacional em 2008, acabou sem vaga para a Libertadores do ano seguinte. O clube entrou numa má fase e se salvou em 2009 num milagre pouco visto no futebol. Este é o ponto! Será que jogadores profissionais não conseguem atuar duas vezes por semana? Ganhando salários imorais, se formos pensar que vivemos num país cheio de contrastes como o Brasil. Será mesmo que tais atletas tão bem preparados não sejam capazes de jogar quarta e domingo? Há o que se pensar, contusões, suspensões são naturais, cabem aos clubes montarem elencos com jogadores ao menos próximos do nível dos titulares.

Neste ano de 2012 Santos e Corinthians estão indo por este mesmo caminho, ambos mais concentrados na Libertadores, estão na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro após cinco rodadas. Pior para o Corinthians que é o lanterna e já vê outros times se afastando. O Peixe já mereceu críticas pelo ano de 2011, quando após ser campeão da Libertadores ficou se preparando para o Mundial de Clubes, fazendo inúmeros testes. Testes? Todos já não sabiam qual era o time do Santos? O resultado foi um time despreparado e mal organizado contra o Barcelona. E a goleada já esperada por aqueles que olham o futebol sem nacionalismo barato, só não foi pior porque o time espanhol diminuiu o ímpeto. Muitos ufanistas chegaram a ter a audácia de falar que Neymar é melhor que Messi, ou que os europeus tremem ao enfrentar os brasileiros no Mundial, falácia! Talvez se o Santos tivesse jogando sério no Brasileirão, tivesse criado mais dificuldades para o Barcelona, então melhor time do mundo. Mas não, o que se viu foi um time nervoso, aparentemente desentrosado e fora de ritmo.

O São Paulo está nas semifinais da Copa do Brasil e não poupou jogadores na maioria de seus jogos. Caso seja eliminado no difícil jogo que terá contra o Coritiba, o Campeonato Brasileiro ainda poderá ser conquistado. O tricolor está na sexta posição, a quatro pontos do líder, que atualmente é o Vasco. O Coritiba poupou, o que é compreensível, já que não tem o mesmo poder midiático e financeiro de clubes paulistas. Por isso não tem condições de ter um elenco grande e recheado de peças de reposição. O mesmo vale para Palmeiras e Grêmio. O clube gaúcho até que investiu bastante esse ano, mesmo assim, dentro de campo o time ainda não apresentou um futebol convincente. O Palmeiras com dificuldades financeiras optou por não poupar jogadores no embate contra o Vasco, na Arena Barueri. Correu riscos, inclusive perdeu Luan, um dos jogadores que o treinador Luis Felipe Scolari mais admira. E Marcos Assunção, principal jogador do time saiu com dores, mas não deve ser problema para o segundo e decisivo jogo contra o Grêmio.

Enfim, abrir mão do Campeonato Brasileiro quando se é campeão da Libertadores é válido? Será que passar o segundo semestre inteiro treinando no principal campeonato nacional é viável? Este que vos escreve acha que não, enxerga a situação como desrespeito aos torcedores. Com a sua opinião? Faça valer seu espaço e comente!

Panorama da Terceira Rodada - Grupo B


Portugal 2 x 1 Holanda

Apontada como um das seleções favoritas ao título, a Oranje acabou se despedindo de forma vexatória ao perder os três jogos que disputou! O notório problema do time foi a fogueira das vaidades, alguns dos principais jogadores do time colocando o ego à frente do mais importante. Rafael van der Vaart reclamou publicamente por estar na reserva, Klaas-Jan Huntellaar mostrou descontentamento por ser reserva de Robin van Persie. O artilheiro da Bundesliga é matador, disso ninguém duvida, mas o artilheiro da Premier League é mais jogador. Sendo assim, Bert van Marwijk acabou se mostrando um banana, ou escalar os jogadores que reclamaram desde o início contra Portugal. Quando Van der Vaart abriu o placar logo aos 11 do primeiro tempo a Holanda parecia se impor, usando sua superioridade técnica. Aos 28, Cristiano Ronaldo, criticado nos jogos anteriores empatou para os portugueses. Na volta do intervalo o jogo estava equilibrado, até que aos 74 minutos Ronaldo fez seu segundo gol, comemorando em forma de desabafo. Essa não foi a primeira, nem será a última que um time de futebol perdeu para seus próprios problemas internos. O salto alto anda fazendo sucesso entre os jogadores de futebol não? Todos muito preocupados com os holofotes das passarelas, com seus cabelos esvoaçantes e preparados com chapinha. Jogar bola que é bom? Nada!


E por sorte os portugueses terão pela frente um adversário bem acessível nas quartas-de-finais, passar pelos tchecos não seria surpreendente.
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Dinamarca 1 x 2 Alemanha

Os germânicos decepcionaram na primeira rodada, assim como os portugueses, o embate entre as duas seleções prometia mais do que foi visto. Mas na segunda rodada veio o bom jogo contra os holandeses e uma vitória convincente. Contra a Dinamarca os alemães dominaram as ações do jogo, como já era esperado. O que surpreendeu foi o empate nórdico, pouco depois de ter sofrido o gol de Lukas Podolski, Krohn-Dehli empatou ao desviar de cabeça para o fundo gol de Manuel Neuer. Há dez minutos do fim o volante Lars Bender acabou fazendo o gol que deu a vitória aos alemães, que passearam neste grupo. Contra a Grécia nas quartas, são favoritos, passando devem pegar França, Inglaterra ou Ucrânia. O mais provável é que duelem com a Inglaterra, os franceses devem vencer a eliminada Suécia. Por mais que joguem em casa, os ucranianos têm uma tarefa bem complicada contra os ingleses, que contam com o retorno de seu principal atacante, Wayne Rooney, que estava suspenso. 

Veja como foi:




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Panorama da Terceira Rodada - Grupo A



Grupo A


República Tcheca 1 x 0 Polônia


Aqueles que acompanham futebol com afinco já tinham ideia que uma classificação polonesa mesmo jogando em casa seria difícil. Sabia também que dependeria muito da torcida, do entusiasmo dos jogadores e da atitude. Mas o futebol é cruel, por mais que hoje ter tudo o que foi citado acima já seja o bastante para ser competitivo, sem um pouco de técnica não se chega a lugar algum. O trio do Borussia Dortmund não decepcionou, confirmaram as expectativas e mostraram que são mesmo os melhores jogadores do time. Łukasz Piszczek, Robert Lewandowski e Jakub Błaszczykowski fizeram o possível para ajudar, deram o sangue, mas a limitação do restante do time os impossibilitou de chegar mais longe. Para chegar até as quartas só bastava uma vitória contra uma República Tcheca bem menos talentosa que no passado. Os jogadores poloneses pareciam com medo dentro de campo, receosos de atacar e isso deixou o jogo amarrado. A República Tcheca estava muito bem postada, afinal o empate lhe servia. E quando o truncado jogo parecia caminhar mesmo para o 0 a 0, no contra-ataque Petr Jirácek definiu com calma e classificou os tchecos na primeira posição. Dando a volta por cima e calando os críticos! Por mais que tenham se superado, Portugal, adversário nas quartas-de-final, é mais time. Qual o seu palpite leitor? 




Grécia 1 x 0 Rússia

Mais uma vez o Navio Pirata surpreendeu, mais uma vez a Rússia decepcionou! Que diferença daquele time que encantou na primeira rodada, com um futebol de toques envolventes e muita velocidade, características da escola holandesa. Dick Advoccat promoveu apenas uma mudança no time que goleou a República Tcheca, Glushakov entrou na vaga do experiente Zyryanov. O empate na segunda rodada contra os poloneses não foi bom resultado, como também não poderia ser considerado um resultado ruim. E pelo futebol que Grécia e Rússia apresentaram, os russos eram franco favoritos. Assim como aconteceu nas eliminatórias para a Copa de 2010, o time tropeçou no próprio ego, se achando mais do que realmente é, subestimando os adversários. O que ficou claro quando o principal jogador do time afirmou: "Não é nosso problema se não atingimos suas expectativas. É problema de vocês."  

Arshavin mostra um temperamento auto-suficiente, demonstrando pouco comprometimento e respeito para com os torcedores russos. Afinal, está podre de rico, dane-se o torcedor.Triste ver que isso é cada dia maior no futebol, exemplos não faltam, Balotelli, Neymar, Rafael van der Vaart e Klaas-Jan Huntelaar. Todos com o ego na frente de tudo! Com a vitória, os gregos igualaram os russos na pontuação, se classificando pelo primeiro critério de desempate, que é o confronto direto. Este que vos escreve discorda veementemente do regulamento, o primeiro critério devia ser o saldo de gol. Deste modo o melhor time tecnicamente falando, não ficaria fora. Pois mais que seus violentos torcedores e seus jogadores com salto alto merecessem! Veja como foi o gol de Giorgos Karagounis, no dia em que igualou o recorde de Theodoros Zagorakis, 120 jogos com a camisa da seleção helênica.


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sábado, 16 de junho de 2012

Artilheiros pelo Mundo!

Na intenção de mostrar mais sobre a carreira de alguns jogadores, o Bateu é Gol fará um especial sobre os artilheiros das ligas mais importantes ao redor do globo. Para facilitar vamos começar pela Europa, onde a maioria dos campeonatos está de férias e volta só no início de agosto. No dia primeiro de julho acaba a Eurocopa e os clubes vão começar a acelerar a montagens de seus elencos. Muitas transações interessantes já aconteceram, devagar vamos informando. Vamos começar seguindo o ranking de coeficientes da UEFA, na ordem de cada país. Neste caso, o primeiro artilheiro a ser citado é o holandês Robin van Persie, que viveu temporada maravilhosa com a camisa do Arsenal na Premier League.


Ainda muito jovem Robin van Persie já chamava atenção nas categorias de base do Feyenoord, principal clube de Roterdã e um dos principais de seus país. Estreou no profissional na temporada 2000/2001, em três anos foram 61 jogos e 15 gols. Sua notável habilidade com a perna esquerda e a precisão de seu chute fizeram com que Arsène Wenger se interessasse pelo então prodígio holandês. Van Persie esteve presente nas seleções de base mais importantes de seus país. Entre 1999 e 2001 foram 14 jogos com a sub-17 e 14 gols marcados. Com a Sub-19 fez 11 jogos entre 2001 e 2003 e balançou as redes três vezes. Com a Sub-21 foram apenas seis jogos de 2004 a 2006, apenas um tento anotado. Com a seleção principal são 69 jogos e 30 gols marcados, uma marca respeitável para um atacante que é chamado aqui no Brasil de o André Lima holandês.

Trinta foi o número de gols que marcou com o Arsenal na última temporada, em 2011/2012, com a camisa 10 do time londrino o atacante ficou em quarto na lista de jogadores que mais fizeram dois gols em um único jogo nessa temporada que passou. Perdendo apenas para seu companheiro de seleção Klaas-Jan Huntelaar, Lionel Messi e a sensação do campeonato turco Burak Yilmaz. Ficou na quinta posição entre os maiores artilheiros na temporada passada. Perdendo para Lionel Messi que marcou incríveis 50 gols na liga espanhola, Cristiano Ronaldo que marcou 46 na mesma liga, Burak Yilmaz com seus 34 gols no campeonato turco e o também holandês Bas Dost, grandalhão que marcou 31 gols a serviço do Heerenveen. Ficou em sétimo na lista entres os jogadores que mais fizeram um hattrick, expressão em inglês usada para denominar quem marca três gols num só jogo. O campeão nesse quesito se chama Cristiano Ronaldo.

Veja os alguns dos 30 gols de Robin van Persie e tire suas conclusões, será que André Lima é capaz de fazer o que ele fez? Fuja dessa imprensa pachequista e corra da patriotada, afinal talento não tem nacionalidade!



Inglaterra e Suécia


Suécia 2 x 3 Inglaterra

Suecos e ingleses fizeram um jogo bem movimentado no Estádio Olímpico de Kiev, aconteceu de tudo.
O primeiro gol surgiu de um cruzamento da intermediária feito por Steven Gerrard, o bola encontrou a cabeça de Andy Carroll que fez um golaço de cabeça! Subiu muito no meio da alta defesa sueca. A Suécia empatou numa jogada de bola parada, a zaga rebateu e a bola sobrou para Olof Mellberg dentro da área, o zagueirão chutou, Glen Johnson tentou tirar mas acabou fazendo contra. Novamente em uma jogada de bola parada Sebastian Larsson acertou um bom cruzamento na cabeça de Mellberg que virou para os nórdicos. A Inglaterra conseguiu o empate com Theo Walcott, o rápido jogador do Arsenal que havia entrado no segundo tempo, arriscou um chute da entrada da área, a bola desviou na defesa e enganou Andreas Isaksson. Walcott fez grande jogada ao passar entre dois adversários e cruzar para Daniel Welbeck, o descendente de ganeses fez um golaço de calcanhar e definiu a emocionante vitória que deixou seu país vivo na competição e eliminou os suecos. Veja como foi:


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Panorama da Segunda Rodada - Grupo D


Ucrânia 0 x 2 França


A forte chuva que caiu em Donetsk paralisou o esperado jogo entre Ucrânia e França, até para ver o real nível de ambas seleções. Depois de 53 minutos de espera a bola rolou novamente, os franceses tinham um claro domínio técnico da partida. O primeiro tempo foi muito truncado, as duas equipes se estudando muito e arriscando pouco. No segundo tempo o nível do jogo melhorou consideravelmente, os times voltaram afim de decidir logo a parada. A única jogada de perigo dos ucranianos foi do ídolo Andriy Shevchenko, que num contra-ataque deixou Adil Rami na saudade e quase fez um golaço! Andriy Pyatov efetuou no mínimo três defesas difíceis, evidenciando a qualidade maior do time francês. Mathieu Debuchy se firmou bem na lateral-direita e Yohan Cabaye caiu como uma luva no meio-campo formado por Laurent Blanc. O ex-zagueiro campeão mundial em 1998 está fazendo um grande trabalho, reestruturando e renovando um time que já estava sendo alvo de muitas piadas. Fez bem ao tirar Florent Malouda, que há muito tempo não joga nada, Blanc parece ter enquadrado Jérémy Menéz. O atacante irritava com sua fome, por ser individualista ao extremo, no jogo de hoje se mostrou um mais solidário aos companheiros.


Oleh Blokhin fez mudanças interessantes no time, ao descolar uma vaga para Oleh Gusyev como lateral-direito melhorou bastante aquele lado do time. Fez bem ao colocar Serhiy Yarmolenko aberto pela direita e Yevhen Konoplyanka pela esquerda, ambos têm boa técnica e dão trabalho aos zagueiros adversários. Com a aposentadoria de Andriy Nesmachnyi é bom ver que alguém se firmou por pelo lado esquerdo da defesa, se Yevhen Selin não é brilhante, ao menos faz bem seu papel defensivo. Nesmachnyi reinou absoluto durante anos na esquerda da seleção e do Dynamo Kyiv, foram 289 jogos com a camisa do maior clube do país e 66 com a seleção, números de respeito. O que fica nítido ao olhar para defesa ucraniana é a falta que Dmytro Chygrysnkiy faz. O jogador entrou em desgraça depois de uma passagem sem sucesso pelo Barcelona e não consegue se livrar das intermináveis lesões que atrapalham e muito sua carreira. Blokhin optou por Yevhen Khacheridi, mas o gigante de 1,97 m é muito lento e limitado. Yaroslav Rakitskiy já demonstrou com a camisa do Shakhtar que é muito mais jogador que o atual camisa 3 da seleção azul e amarela. Com certeza a qualidade da defesa seria bem maior se ele estivesse ao lado de Taras Mikhalik, o ex-meia fez muito ao recuar para zaga. Onde se firmou a ponto de desbancar Andriy Rusol, zagueiro costumeiramente convocado e um do melhores do país.


Andriy Voronin não pode mais ter cadeira cativa na seleção, felizmente Blokhin sabe disso, tanto que voltou para a segundo tempo com o sérvio naturalizado ucraniano Marko Dević (ou Devich em ucraniano). O jogador que transferiu-se recentemente para o Shakhtar até tem certo recurso no drible, depois de duas temporadas no modesto Volyn FC e oito com a camisa do ascendente Metalist o jogador que também sabe fazer a função de meia mereceu a transferência para um clube maior. Uma opção mais viável para jogar ao lado de Shevchenko é Yevhen Seleznyov, artilheiro das duas ultimas edições da Premier Liha ucraniana. Inexplicavelmente ainda não entrou em campo neste europeu, outro que merecia uma chance até mesmo como titular é Oleksandr Aliyev. O meia do Dynamo Kyiv é bom na bola parada, tem um bom chute de média distância. O carequinha Serhiy Nazarenko está muito bem, sai jogando com qualidade e tem bom passe, essa com certeza desse ser uma dúvida na cabeça de Blokhin. Como jogo se desenhou hoje, seria melhor Devich ter entrado no lugar do Konoplyanka que estava muito mal, assim Seleznyov entraria na frente ao lado de Sheva. Não foi isso que aconteceu, a derrota de 2 a 0 obriga os ucranianos a vencer a Inglaterra, que fez um grande jogo contra a Suécia. 

Por outro lado, a França que desde 2006 não vencia um jogo numa competição importante parece estar se encontrando. Quase fez o terceiro gol numa bela trama, depois de trocar vários passes e colocar a Ucrânia na roda, o chute de Cabaye acabou acertando a trave. Naquele momento o time francês chegou a lembrar a Espanha, foi bonito o time girando a bola de pé em pé. Como os vários veículos da imprensa esportiva já noticiaram, essa foi a primeira vitória da França numa competição com o peso da Euro sem Michel Platini ou Zinedine Zidane em campo. Veremos o que acontece na última rodada!



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Panorama da Segunda Rodada - Grupo C


Itália 1 x 1 Croácia


Ao contrário do que aconteceu contra a Espanha, os italianos jogaram um futebol um pouco abaixo contra a Croácia. No jogo de estreia no grupo C, a Itália até surpreendeu naquele que foi considerado o jogo mais interessante - taticamente falando - da primeira rodada geral. Com Daniele de Rossi de líbero a marcação funcionou bem contra o time espanhol. Levemente melhor que os croatas, a Squadra Azzura levou perigo com Claudio Marchisio que recebeu boa bola de Antonio Cassano, deixou Vedran Ćorluka no chão, mas Stipe Pletikosa estava atento e fez grande defesa. Pouco depois Andrea Pirlo acertou uma cobrança de falta perfeita, por mais que Pletikosa tenha ficado bravo com a barreira, o italiano acertou um chute difícil de ser defendido. O jogo à partir daí passou a ser mais equilibrado, a Croácia tentava investidas pela esquerda com Ivan Strinić e pela direita com Darijo Srna. Mario Balotelli mais uma vez ficou devendo pelo lado italiano, já pelo lado croata quem esteve apagado foi Luka Modrić, que deixou a desejar com a camisa 10. Quando parecia que a Itália ia garantir três pontos importantes, Strinić cruzou da intermediária, Giorgio Chiellini falhou e Mario Mandžukić teve a frieza de um grande matador, dominou e fuzilou Gianluigi Buffon. Agora os italianos precisam torcer por uma vitória espanhola contra a Croácia e vencer os já eliminados irlandeses. Quem passa?


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Espanha 4 x 0 República da Irlanda


Alguns esperavam mais resistência do time irlandês, já que os times de Giovanni Trapattoni são conhecidos por terem defesas fortes. Mas logo cedo a Espanha abriu o placar e desmanchou a já pequena chance da Irlanda. Antes dos quatro minutos Fernando Torres aproveitou falha da defesa e não perdoou. No segundo tempo o time espanhol recuperou a bola em nova falha da defesa irlandesa, após chute de Xabi Alonso Shay Given espalmou a bola para o meio da área, onde estava David Silva, que mesmo cercado por três adversários demonstrou muita categoria e frieza para acertar o canto direito do goleiro. Em seguida Given mostrou toda a sua qualidade e fez uma defesa espetacular num chute forte de Xavi. Foi um massacre espanhol, o time verde não deu um único chute ao gol de Iker Casillas. Em outra falha da Irlanda, dessa vez Aidem McGeady se atrapalhou com John O'Shea e Silva deixou Torres na cara do gol, mais uma vez o atacante do Chelsea estufou as redes sem dó! Em uma jogada ensaiada no escanteio, Silva bateu rasteiro e Fàbregas dominou e fez um golaço, não comemorou e deixou claro seu descontentamento por ter perdido a vaga no time titular para Torres. Ficou claro que com um atacante como referência o time rendeu bem melhor. São tantas boas opções que fica difícil para Del Bosque agradar a todos. Veja mais:


Leia a crônica da UEFA aqui

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Panorama da Segunda Rodada - Grupo B


Dinamarca 2 x 3 Portugal

Precisando se recuperar da derrota para os alemães na estreia, os portugueses precisavam da vitória a todo custo. Ela começou a ser construída numa cobrança de escanteio bem executada por João Moutinho, no primeiro pau o zagueiro Pepe antecipou bem a jogada e abriu o placar aos 24 do primeiro tempo. Aos 35 Nani cruzou rasteiro e o contestado Hélder Postiga fez um bonito gol e ampliou a vantagem lusitana. No entanto, os dinamarqueses não se acuaram. Aos 40 minutos de jogo, após um cruzamento da intermediária, Krohn-Dehli tocou de cabeça e Bendtner fez um dos gols mais fáceis de sua carreira.  Na segunda etapa o grandalhão atacante do Sunderland empatou em sua especialidade, o cabeceio. Com o resultado Portugal estava sendo eliminado ainda na primeira fase. Silvestre Varela, atacante do Futebol Clube do Porto teve sua chance, furou no primeiro lance mas se recuperou e marcou o gol que mantém Portugal vivo na competição. A última rodada vai pegar fogo! Veja os gols do confronto:



Holanda 1 x 2 Alemanha

Precisando da vitória a Oranje necessitava de uma vitória contra a Alemanha para não cair já na primeira fase. Foram dominados pelos alemães, que comandavam e ditavam o ritmo de jogo. Assim o time alemão envolvia o holandês na troca de passes. De tanto tocar buscando algum espaço Schweinsteiger encontrou uma brecha e lançou em profundidade para Mario Gómez, que após belo giro, fuzilou o goleiro Maarten Stekelenburg. Veja como foi o primeiro gol alemão:


O segundo gol deixou muito claro como a Alemanha joga um futebol que muitas outras seleções ao redor do mundo sonham em jogar. Veja no segundo gol de Mario Gómez, quantas trocas de passes, até sair o gol:


O problema da seleção holandesa vem sendo a fogueira das vaidades que se instalou no elenco. Klaas-Jan Huntelaar exigiu a titularidade publicamente, Rafael van der Vaart também causou polêmica do tipo. Wesley Sneijder, atual principal jogador da Holanda deu declarações alfinetando seus colegas. Assim fica difícil que as coisas funcionem dentro do gramado. O que é uma pena, já que a Holanda tem um dos melhores times da Europa. Robin van Persie até diminuiu o prejuízo, mas em momento algum a vitória alemã esteve ameaçada. Veja o gol do artilheiro do Arsenal:


Panorama da Segunda Rodada - Euro 2012



Grécia 1 x 2 República Tcheca

Para se recuperar da goleada sofrida contra os russos, os tchecos entraram mordidos para o jogo contra os gregos. Resultado? Em menos de cinco minutos de jogo a República Tcheca já vencia por 2 a 0.
O time vermelho, branco e azul dominou o jogo por completo, não deu chance para a limitado time da Grécia. Rosický esteve inspirado, foi dele o belo lançamento para Petr Jirácek dar um toque por cima de Chalkias que ainda encostou na bola, que morreu no fundo da baliza. Pouco depois o descendente de etíopes Gebre Selassie fez boa jogada em velocidade pela direita e cruzou rasteiro, Chalkias falhou e o baixinho Václav Pilař foi esperto e mesmo dividindo com a zaga empurrou a bola para as redes. Surpreendentemente Petr Čech um dos melhores goleiros do mundo falhou, e Theofanis Gekas aproveitou e diminuiu para os gregos. A República Tcheca em momento algum teve sua vitória ameaçada, assim a péssima impressão da estreia foi apagada. Contra a Polônia no último jogo, o empate basta, ou quem vencer passa. Os poloneses em casa devem lutar com bravura pela classificação. Veja como foi:


Polônia 1 x 1 Rússia

Fora de campo havia muita preocupação das autoridades locais, a forte rivalidade entre os dois países devido a problemas políticos do passado deixou todos atentos. E lamentavelmente o que se viu nos arredores do Estádio Nacional de Varsóvia foi triste. Boçais de ambas nações brigando, digladiando-se por quê? Infelizmente no mundo inteiro ainda existem trogloditas acéfalos, mais preocupados em espancar outro ser humano do que torcer por sua pátria. Deixando todo esse problema de lado, vamos ao jogo que é o que interessa por aqui! O jogo começou quente, as duas equipes marcando muito forte. O primeiro lance de perigo em favor dos poloneses surgiu de uma falta lateral, Obraniak bateu muito bem e Sebastian Boenisch só não fez o gol porque Malafeev fez uma defesa no reflexo. Cinco minutos mais tarde Lewandowski dominou bonito, girou e bateu de canhota, mas a bola subiu mais do que ele desejava.


Alan Dzagoev estava sumido do jogo, quem mais aparecia era o incansável Aleksandr Kerzhakov, que se movimentava por todos os lados no ataque. Arshavin não foi decisivo ou tão incisivo nesta partida, quando tocou na bola fez o básico. Logo em seguida Kerzhakov foi lançado e sofreu pênalti claro, ignorado pelo árbitro. No fim do primeiro tempo a Rússia teve uma chance numa falta lateral. Arshavin cobrou muito bem e Dzagoev fez o gol com um leve desvio de cabeça. Sumido, calou os críticos e decidiu quando foi preciso, Arshavin deu sua segunda assistência no torneio. A resposta polaca veio com um forte chute de Błaszczykowski, mas Malafeev bem posicionado fez a defesa. 


Na segunda etapa, precisando do resultado os poloneses voltaram com uma postura mais ofensiva. Lewandowski assustou após cruzamento de Obraniak, pouco depois o francês neto de poloneses lançou em profundidade e Jakub "Kuba" Błaszczykowski deixou um adversário para trás e acertou um grande chute de perna esquerda, marcou aquele que é considerado pela maioria o gol mais bonito da Euro até aqui. No fim a Polônia ainda levou perigo, só que Malafeev mais uma vez fez bem seu trabalho. Empate ruim para os donos da casa, para os russos ficou de bom tamanho. Aos poloneses resta jogar tudo com o apoio da torcida e vencer o tchecos na terceira e última rodada do grupo A. Veja como foi: